quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

03 e 04/01/2015

Em nosso roteiro original iríamos para Puno – Peru, mas mudamos nossos planos e decidimos ir direto para Arequipa. Um dos motivos foi a altitude de Puno, que poderia causar mal estar ao Vini e ao Beto. O Gabriel passou mal a noite inteira, então logo cedo foi a um médico que o atendeu no balcão de uma farmácia. Depois que ele tomou os remédios, iniciamos nossa jornada de 12 horas. Paramos poucas vezes, apenas para banheiro, abastecimento e um lanche rápido, mesmo assim, chegamos à pousada às 20h. Parte da demora foi culpa do GPS, que simplesmente “surtou” no Peru. Precisei reservar duas pousadas para Arequipa, a primeira, mais afastada do Centro Histórico, dormimos a primeira noite. Depois fomos para um ótimo hotel, com um lindo jardim central, onde serviam o café da manhã. Comemos uma truta e um ceviche delicioso, em um restaurante na frente do hotel. Arequipa é uma cidade que chove apenas 10 dias por ano, durante duas horas, e não é que exatamente neste dia choveu! Então apenas descansamos e demos uma volta pela Plaza de Las Armas. Beijos


Alexandra



Jardim central do hotel

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

02/01/15

É hoje! Vamos conhecer Machu Picchu. O trem que nos levaria até Águas Calientes partiria às 5h07min., então acordamos 4h30min., arrumamos nossas mochilas com muita água, capa de chuva, chapéus e protetor solar, pegamos um lanche reforçado que o dono da pousada preparou para nós e fomos para a estação. A fila estava imensa. O Beto não estava passando bem, então ele sentou e percebeu que estávamos na fila errada. A fila de embarque era outra. Quase perdemos o trem! Já acomodados, sentei ao lado de um nicaraguense, que mora em Porto Rico, casado com uma peruana, hahahahahah, falou a viagem toda, e eu só entendi metade. Curiosidade: os peruanos viajam em vagões separados, pagam apenas 30 soles, os turistas 130 dólares. Depois de quase 2h chegamos a Águas Calientes, compramos passagens e subimos de ônibus até Machu Picchu. A manhã estava ensolarada, com céu muito azul, perfeita para nosso passeio. Na entrada a frase: “Ó meu Deus!”, era ouvida em várias línguas. Decidimos marcar um local e horário para nos encontrarmos caso nos perdêssemos. O Vinicius “desembestou” na frente e sumiu. Durante três horas passeamos em Machu Picchu. Como chegamos bem cedo, às 7h30, havia pouco turistas, então pudemos curtir alguns lugares tranquilamente. Às 11h tomamos nosso lanche na portaria e voltamos para Águas Calientes, pois começou a chover. Foi aí que percebi que cometemos um erro. Voltaríamos para Ollantaytambo no trem das 18h. Com chuva, o que faríamos a tarde toda? Para piorar a situação, Beto e Gabriel, estavam passando mal. Tentamos trocar as passagens para o trem das 2h, mas não foi possível. Então, almoçamos e fomos para a sala de espera da estação ferroviária, tirar um cochilo. Já no trem, pudemos tomar um lanche e assistir a uma apresentação típica da região. Retornando para Águas Calientes, muito cansados, mas bem felizes, percebemos que estava começando a volta de nossa aventura. 

Beijos.


Alexandra

chegando em Machu Picchu




O Beto com as lhamas



Nas ruas de Machu Picchu

uma parada para descansar

O Beto e o Vini dormindo esperando o trem para Águas Calientes



apresentação típica



01/01/15

Feliz 2015 para todos! Hoje nosso percurso é de apenas 70 km. Conversando com o Guido, dono da Pousada, decidimos ir para Ollantaytambo pelo caminho que passaria por: Chinchero, Maras, Moray e Urubamba. Neste percurso teríamos que visitar Pisac na volta, se possível. Valeu a pena! Chegamos a Chinchero no início de uma festa regional, muito parecida com a nossa festa dos Reis.  Mulheres e homens vestidos a caráter, muita música e comida. Achei tão engraçado, mulheres vendiam pedaços de bolo e serviam no papel higiênico. Maras é uma imensa saleira, onde os peruanos produzem sal artesanalmente. Aqui é produzido e vendido um tipo de sal rosado, que encontramos também no mercado São Pedro em Cusco (bem mais barato). Na descida até as saleiras tem um corredor cheio de barraquinhas vendendo artesanatos de sal, petiscos de milho e banana! Comecei a apressar o pessoal, pois queria chegar a Ollantaytambo a tempo de visitar seu sítio arqueológico.  Bem perto de Maras, uns 10 Km está Moray, uma ruína formada por terraços circulares, que cria uma diferença de temperatura de até 15º C entre eles. Nossa pousada em Ollantaytambo está localizada a beira do rio Patakancha, cheia de flores, quarto amplo com uma bela vista e bem próxima da estação do trem que nos levará até Águas Calientes, cidade base de Machu Picchu. Almoçamos rapidamente e fomos conhecer o sítio arqueológico da cidade. Ficamos todos pasmos com a imponência do lugar! A Lívia e o Gabriel subiram até o topo, eu e o Vini ficamos esperando o Beto que logo chegou e pudemos admirar o lugar juntos. Final de tarde, o frio estava intenso, então optamos por conhecer as “calles” da cidade. Ollantaytambo é a única cidade da era inca ainda habitada, parte dela possui ruas estreitas, com residências e comércios adaptados as antigas casas. Finalizamos o dia com uma pizza, assada em forno à lenha, em uma pequena lanchonete. Curiosidade: aqui, os restaurantes e lanchonetes tem forno à lenha no mesmo ambiente que os clientes são servidos, e os cozinheiros fazem a massa na hora.

Beijos

Alexandra
Festa regional de Chichero
Chinche

Chinchero



Salinas de Maras


Moray


Ollantaytambo





calle de Ollantaytambo



31/12/14

Olá a todos! Decididamente, pela manhã tudo é mais tranquilo em Cusco. Assim, eu e o Beto acordamos bem cedo e fomos à belíssima Catedral. Participamos da missa às 8h30, que durou apenas 20 minutos. Muito diferente dos outros passeios, pudemos ter contato com os costumes locais. Muitas pessoas levaram pequenos berços com bonecas, que foram abençoados pelo padre após o término da missa. Ficamos sentados na Plaza de Las Armas, tomamos chá de coca em uma pequena lanchonete e seguimos para o Mercado São Pedro. O mercado estava lotado, de moradores locais, pouquíssimos turistas. Ele é impressionante, com uma diversidade de alimentos, temperos e artesanatos. Claro que passamos longe das cabeças de porco... O amarelo predominava nas barracas de roupas e artesanatos. Conversando com o taxista, descobrimos que a comida principal no ano novo para os peruanos é a carne de porco. Motivo: para que eles possam comer como porcos o ano inteiro! Ele também nos disse que é costume usar amarelo nas roupas íntimas, enfeites e confetes. Os planos para a noite da virada era jantar e ir para o Centro Histórico ver a comemoração do Ano Novo. Mas começou a chover! Então fomos a um delicioso restaurante, brindamos no horário local às 9h (12h no Brasil) e voltamos para a pousada. O Vinicius queria ir para a praça de qualquer jeito, mas a chuva não deixou. Amanhã partiremos para Ollantaytambo. 

Beijos.

Alexandra

Mercado São Pedro

Chá de Coca


30/12/14

Bom dia! Aqui no Peru eu acordo muito cedo, 5h30 já levanto. Na verdade meu organismo ainda não se adaptou ao novo fuso horário, pois no Brasil já seria 8h30. Enquanto espero os outros acordarem, escrevo. Nosso carro está parado na garagem da pousada desde o dia que chegamos, decidimos andar de táxi, pois o trânsito de Cusco é muito intenso perto do Centro Histórico. Além disso, os táxis em Cusco são muito baratos, de 3 a 5 soles por viagem. Assim que todos acordaram, partimos para conhecer o Museu Regional. Fomos os primeiros a chegar, assim tivemos o privilégio de uma visita guiada só para nós. São três guias que contam a história da região dividida nos períodos: Pré-Inca, Inca e pós-invasão espanhola. Claro que eu tinha planejado muitas outras visitas, mas a visita neste museu foi longa, então decidimos caminhar pelo bairro San Blas, cheio de Ateliês de artistas locais. O Vini aproveitou para comer uma torta de chocolate e tirar foto com uma llama. No almoço, comemos o “menu do dia”, prato comum aqui em Cusco. Ele é composto por uma entrada, normalmente sopa, um prato principal, que pode ser massa, frango, boi ou porco, acompanhado com batatas, bebida e às vezes sobremesa. O preço varia muito, nos restaurantes locais, vimos por 6 soles, já nos restaurantes turísticos, 12 soles. Depois do almoço, eu e o Beto levamos o Vini para a Pousada, ele estava passando mal de novo por causa da altitude, possivelmente não aguentaria o longo passeio que faríamos a tarde pelas ruínas incas próximas a Cusco. Conhecemos cinco lugares turísticos de Cusco entre eles Qoricancha, o Templo do Sol, e Saqsaywaman, um sítio arqueológico que funcionou como uma zona sagrada e de estudos. Bom, pessoal, aqui tivemos nosso primeiro contato com um “city tour” guiado. Fomos de micro-ônibus com um guia falando espanhol e inglês. Eu pessoalmente não gostei da experiência, todas as agências de Cusco fazem o mesmo passeio, quase no mesmo horário. Uma multidão de turistas disputando lugares para foto, seguindo em filas e se amontoando para escutar seus guias. Chegamos à pousada às 20h, jantamos no restaurante ao lado e, exaustos, fomos direto dormir.
 Beijos.


Alexandra


Museu Regional de Cusco




Nossa guia no museu

O Vini e a llama


Saqsaywaman

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

29/12/14

Hoje nossos planos para manhã são comprar os ingressos para Machu Picchu e algumas roupas para o Gabriel e o Vinicius, que ficaram sem malas depois do assalto. Eu e o Beto levantamos, tomamos café e com o mapa em mãos partimos para comprar as entradas e as passagens do trem que vai até Machu Picchu. Devíamos andar apenas 6 quarteirões, mas logo no primeiro, já precisamos de água, faltou ar. Bem devagarzinho chegamos ao local, enfrentamos uma pequena fila e adquirimos os ingressos para a Cidade Inca, em seguida as passagens do trem que nos levará de Ollantaytambo para Águas Calientes. Que alívio! Eu não havia conseguido adquirir as entradas pela internet. Próximo passo, almoço. Já aprendemos, no Peru, pedimos apenas 4 pratos para dividir entre os cinco, pois é muita comida. Encontramos pratos ótimos por 15 soles. O Vinícius só quer comer “lomo salteado”, um prato típico da gastronomia peruana, feito com carne, cebola, tomate e pimentão. A tarde foi intensa, compramos roupas, passeamos na Plaza de Las Armas, fomos ao mercado de São Pedro e participamos de uma missa na Igreja de São Pedro. Compramos também o bilhete turístico que dá direito a diversas visitas a museus e lugares no Vale Sagrado. Com frio e chuva, finalizei o dia tomando “dieta de pollo”, uma espécie de canja, junto com o Beto. O Vini é claro, foi de “lomo salteado”. A Lívia e o Gabriel ainda tiveram pique para conhecer um pub famoso de Cusco. Boa Noite e abraços a todos!


Alexandra
fila para comprar as entradas para Machu Picchu


uma pausa para beber água




Plaza de las armas



Igreja de São Pedro


28/12/14

Acordamos cedo hoje, pois temos uma longa “pernada” pela frente. São apenas 600 km, mas aqui no Peru, sempre que perguntamos qual a distância de algum lugar, nos respondem em tempo. Assim neste dia teríamos uma viagem de 12 horas. A pousada que ficamos em Arequipa é uma construção de 1810, a porta da frente foi feita para que os cavalos pudessem entrar. O café da manhã, servido no terraço da pousada, estava delicioso, e eu bebi pela primeira vez, um café concentrado, que se mistura com água. O lugar, o café e a conversa estavam tão bons que saímos atrasados. Estrada, aí vamos nós novamente, desta vez com vales verdes entre as montanhas e neve nos picos das montanhas. Paramos para almoçar em uma cidade chamada Juliaca a 300km de Cusco. O trânsito desta cidade é uma loucura! Ficamos presos no meio de uma feira cheia de “tuc tuc”, peruanas carregando seus filhos nas costas e carros buzinando. Nos últimos 200 km começou a chover, mas após dirigirmos por desertos, precipícios e grandes salinas, isto foi “fichinha”. Após 4800 km, ao longe vimos as luzes de Cusco. Claro que o GPS não encontrou o endereço do hotel, aliás, aqui no Peru o GPS enlouqueceu, e nos deixou na mão várias vezes, então demoramos uma pouco mais para poder descansar finalmente. Beijos.


Alexandra
a entrada da pousada

tomando café no terraço da pousada

o transito em Juliaca-Peru

os "tuc-tucs"